Capital mínimo mais alto, restrições operacionais e novas obrigações de conformidade.
O próprio BC já reconhece o movimento: parte das fintechs está saindo do mercado e outras buscam fusões para continuar operando.
As medidas têm origem em preocupações com os vazamentos de dados e operações como a Carbono Oculto que revelaram vulnerabilidades reais no ecossistema.
O BC passou a exigir governança mais robusta de todos os participantes, independentemente do porte.
O piso de capital mínimo para Instituições de Pagamento subiu de R$ 1 milhão para um intervalo entre R$ 9,2 milhões e R$ 32,8 milhões, conforme o perfil de risco e as atividades exercidas.
O prazo para adequação vai até o primeiro semestre de 2028.
O BC estima que cerca de 679 das 1.751 instituições atualmente autorizadas podem ficar desenquadradas das novas exigências, o equivalente a 39% do total.
Pedidos de autorização para funcionamento de novas fintechs caíram de uma média de 15 por mês para dois.
O setor aponta risco de reconcentração bancária e possível elevação do custo de crédito. O BC e entidades como a Febraban contestam esse diagnóstico, argumentando que a regulação proporcional ao risco, no longo prazo, reduz o prêmio de risco e fortalece o ecossistema.
O debate ainda não tem resposta definitiva.
Se você atua em fintech, o cenário exige avaliação da estrutura de capital, revisão dos modelos operacionais e atenção ao calendário regulatório.
O prazo de 2028 pode parecer distante, mas as decisões que ele impõe precisam começar agora.
O DGN acompanha esse movimento regulatório e está disponível para avaliar os impactos na estrutura operacional e estratégica da sua operação.
Eco Tower | Av. Dr. Nélson d’Ávila 1837
Conj. 901 | Jardim São Dimas
CEP 12245-030